E o grupo do brunch de domingo (menos o Gabriel):
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
Part III
Meus queridos,
Depois duma semana rica em encontros e conhecimentos, hoje, em vez de pequenos momentos nova-iorquinos, vou-vos brindar (ou torturar, depende da perspectiva), com um misto de momentos e personagens.
Comecemos então:
1. Gabriel, o Pensador. Oriundo do Gabão, 1,75m de altura, aproximadamente 70kg, Gabriel do Gabão (ou como ele próprio assina “Gabriel du Gabon”) será, provavelmente, a pessoa mais feliz que alguma vez encontrei. Um simples “olá” e o rapaz perde-se de riso. Apenas subsiste um problema na relação de Gabriel du Gabon com o mundo. Não comunicando noutra língua que não em “français du Gabon”, Gabriel du Gabon ri-se automaticamente quando alguém lhe fala em inglês, tornando hercúlea a tarefa do interlocutor. Ri-se de mim? Ri-se do que eu disse? Ri-se de nervos? Ou ri-se porque sim? Rindo-se por tudo e por nada, pensei apresentá-lo a Joost, o belga amigo do Jorge, que descrevi como “público fácil”. Não o fiz por medo que se matassem um outro de tanto rir, criando assim um conflito internacional sem precedentes.
2. David, o Stressado. David é sueco. David é louro. David é organizado. Mas David será também das pessoas mais nervosas e stressadas que encontrei. Domingo, brunch em Brooklyn, 9 pessoas relaxadas à mesa, boa música, dia solarengo e eggs benedict no prato. A meio do brunch, começa a ajeitar os óculos repetidamente. Mais para o fim, mexe-se e remexe-se na cadeira. Na caminhada para o metro, insiste em andar num passo apressado, 10 metros à frente do resto do grupo. “Um natural born leader” pensei. Erro. Aparentemente é um “natural born stressed”. Acontece que estávamos “seven minutes” atrasados para ir a um museu, que estava aberto mais 5 horas. Imagino o bicho a chegar de véspera ao aeroporto para um voo no dia seguinte, a confirmar 27 vezes uma reserva. Acho que sete minutos em Lisboa, com tugas, e o David tem um AVC.
3. Por falar no museu, apenas um pequeno à parte: entrando na loja do museu, deparamo-nos com uma parede cheia de fitas – do género daquelas brazucas para pôr no pulso – penduradas e com frases inscritas. Lê-las foi dos momentos mais cómico-trágicos que tive. Senão reparem: pego na primeira que diz “I wish I was a baseball player” – normal, pensei. (Mais um) Erro. Olhando para a segunda, deparo-me com a seguinte frase “I wish I had the courage to divorce my husband”. A sério. Fónix, se tens coragem para andar com essa pulseira pela casa, acho que a coisa está mais ou menos feita. A não ser que sejas casada com um cego e aí é pura maldade. Mas mais…desde um “I wish it was benign”, passando por um “I wish my parents were happy”, a pulseira é um adereço ideal para quem está deprimido com a vida. E o melhor: há em todas as cores para te poderes arranjar enquanto, por exemplo, mandas o marido à merda (pardon my french).
4. “Bob” (não me lembro do nome dele, mas parecia um Jamaicano pedrado), o Cable Guy. Bob é um funcionário da TimeWarner (TV Cabo cá do sítio) que veio no sábado lá a casa para ligar a Tv e a net. Porém Bob não percebe nada de net. Bob mal sabe o que é um modem. O que Bob quer é conversa…desde ficar a olhar, impávido e sereno, para o ecrã da Tv que insistia no estado de “not connected” (apostaria tranquilo em cerca de 2,30 minutos em silêncio e sem movimento a olhar para o ecrã), a começar a ver as notícias da manhã em vez de trabalhar, repetindo 20 vezes “man, I haven’t had my breakfast yet!”, foi uma maravilha. Lembrou-me Portugal e obrigado por isso.
5. Pequeno incidente: na semana passada, ao sair da banheira lá de casa, consegui a proeza de escorregar no chão. Derivado a querer manter a cara intacta, agarrei-me ao lavatório, o qual, feliz com a minha pega, me acompanhou até ao chão, descolando-se assim da parede. Resultado: cara intacta, lavatório novo. Esta semana, vou tentar partir a banheira e na semana que vem dedico-me ao frigorífico.
6. Último apontamento, depois de Paulo e Pablo, fui chamado Pedro e, anteontem, Hugo. Face ao ritmo imposto pelas pessoas, acabei de estabelecer um objectivo: ser chamado por 20 nomes diferentes até me ir embora. So far so good.
Planos em curso: depois da final do US Open (adiada por causa da chuva, mas grande jogo de Nadal), é o seguinte o programa de festas: John Legend & the Roots (próxima 5.ª feira), Woody Allen no Carslyle Hotel, New York Film Festival, NYKnicks vs. Wizards, Dave Matthews Band featuring John Butler Trio.
Muitos Beijos e Abraços!
Eu (é, neste momento, mais seguro que qualquer nome próprio)
Ps: já tenho a máquina, ainda hoje vou meter fotos aqui!
sábado, 11 de setembro de 2010
Part II
A pedido de muitas famílias, alguns solteiros, umas gajas e dois cães, acedi ao pedido de criar um blog por onde passaremos a comunicar.
Parece que passaram meses desde a última vez que vos escrevi. Como disse, o tempo aqui passa de forma diferente. Ou talvez sejamos nós que o aproveitemos mais. A verdade é que sinto que já cá estou há muito. Os meus novos amigos parecem amigos com quem já partilhei muito e a cidade já parece ter um ritmo normal. Por isso, minha gente, considerem fortemente a possibilidade de eu chegar a Portugal completamente speedado e com um ritmo alucinante.
Feito o intróito, passemos então a mais umas quantas historietas que marcaram os meus mais recentes dias:
1ª Historieta: Conhecemos o Yusuf, aka Joe. Estava eu a voltar a casa, abrindo o portão que dá para um páteo, onde se encontra a porta de casa e apresenta-se um homem, 40 e poucos, alourado e olho claro que se vira e pergunta:"are you Pálo?". Ao que respondi, educadamente, "Of crosse". Derivado à minha resposta, o fulano apresentou-se dizendo ser o Joe. Pois bem, ao contrário de todas as expectativas iniciais, o Joe parece mais um sueco que o taliban. Consta que é albanês. Pensei perguntar-lhe o porquê de não usar o Yusuf, mas reconsiderei pois poderia muito bem estar a abusar da sorte..
2ª Historieta: sábado passado fui convidado, muito simpaticamente, para um almoço de Tugas emigrados nos states. Maravilha. Desde logo, aquela sensação de Tugaville, o gel no cavelo do rapazes género "Tin Tin meets Cristiano Ronaldo", o facto da senhora mais alta medir 1,45 cm...gente simpática,já falando uma mescla linguística com a ocasional introdução de um "you know" ou um "like humm" no meio de um "adoro mesmo é um bacalhau à brás,you know, like aquele que a minha avó fazia". No meio do pessoal, uma personagem chamou-nos a atenção. Emigrada há 3 anos, cerca de 30 e poucos anos, top rosa justo e calças baixas, sentou-se na nossa mesa. Nortenha, disse que estava um pouco farta de NY (continuo sem perceber...) e confessou-nos que o que mais queria era encontrar polvo em NY, de modos a poder fazer arroz de polvo. Portanto, aos leitores, quem souber de um polvo perdido em NY, é favor ligar. A dona procura-o com desespero.
3ª Historieta: US OPEN. Quem quer saber o que são os USA e os americanos, é passar um dia no US OPEN. Espectáculo, emoção, luz, música, acção e COMER; BEBER, COMER, BEBER e...vá...COMER. Nunca na minha vida tinha visto tal coisa. Não só comem - MUITO - antes de entrar no court, como, a cada pequeno intervalo - garanto que vi pessoas sair entre o primeiro serviço falhado e o segundo serviço (para quem não sabe, equivale a um cagagésimo de segundo) - uma manada sai das bancadas, dirigindo-se com fúria e satisfação para os bares situados debaixo das bancadas. Enquanto essa manada se enfarda e enfarta, o restante povo que ainda não acabou de comer o que tinha ido buscado antes, grita, canta e dança - e é mesmo toda a gente, dos 8 aos 80 - para receber um boné grátis (ainda que o jogo fosse de noite...Note to self: o americano, as long as it's free, faz. O que for. Tudo. Just do it.). A manada reabastecida regressa 4 jogos depois aos seus lugares e os papéis invertem-se. E depois há o ténis...uma infima parte da experiência que é partilhar uma bancada de um expectáculo com esta gente. Mas são felizes. Gordos, com bolhas de gordura no sangue, mas felizes.Só por causa das tosses, volto lá amanhã para a final Nadal vs Djokovic. hipótese de Nadal completar o Grand Slam, penso eu. hipótese de limpar mas 12 hot dogs, 15 burguers, 18 tacos e 27 pepsis pensa o americano que ficará sentado ao meu lado.
4ª Historieta: no meio disto, também comecei a trabalhar. Pessoal impecável, tem sido bastante engraçado estar na sala da Assembleia Geral da ONU a representar Portugal. Já fui a uma sessão sobre terrorismo e uma sobre não proliferação de armas nucleares com painéis de especialistas à séria. Ao que interessa: quando o orador fala temos tradução imediata de um interprete para uma das línguas oficiais da ONU. Pensei, fixolas, isto vai ser fácil. Coloco o auricular e ouço tudo em inglês. Problema: há estrangeirada que prefere o esforço de falar inglês, a falar a sua própria língua. Resultado: não existindo tradução do mau inglês para o bom inglês, sucedem-se os momentos de grande tensão. Desde logo porque o cidadão coreano, ainda que capaz de pronunciar um "r" a meio de uma palavra, é fisicamente incapaz de o fazer no principio de uma - ouvi esta frase "to laise the issue of lansom lesponsibility". Por isso, faço um apelo: falem as vossas línguas gente, de maneiras a facilitar a vida aos demais!
5ª Historieta: na noite nova-iorquina sou agora conhecido como "Pablo". Tudo começou com um bartender irlandês com quem nos damos bem e que passados uns largos minutos a falar connosco e de nos ter perguntado os nomes, acertou em quase todos mas acho por bem desvirtuar o "Paulo" para "Pablo". Desde então, a partir das 21h, toda a gente me chama "Pablo". Contingências....
Muitas Saudades e Beijos para todas e Abraços para todos!
Pablo
Parece que passaram meses desde a última vez que vos escrevi. Como disse, o tempo aqui passa de forma diferente. Ou talvez sejamos nós que o aproveitemos mais. A verdade é que sinto que já cá estou há muito. Os meus novos amigos parecem amigos com quem já partilhei muito e a cidade já parece ter um ritmo normal. Por isso, minha gente, considerem fortemente a possibilidade de eu chegar a Portugal completamente speedado e com um ritmo alucinante.
Feito o intróito, passemos então a mais umas quantas historietas que marcaram os meus mais recentes dias:
1ª Historieta: Conhecemos o Yusuf, aka Joe. Estava eu a voltar a casa, abrindo o portão que dá para um páteo, onde se encontra a porta de casa e apresenta-se um homem, 40 e poucos, alourado e olho claro que se vira e pergunta:"are you Pálo?". Ao que respondi, educadamente, "Of crosse". Derivado à minha resposta, o fulano apresentou-se dizendo ser o Joe. Pois bem, ao contrário de todas as expectativas iniciais, o Joe parece mais um sueco que o taliban. Consta que é albanês. Pensei perguntar-lhe o porquê de não usar o Yusuf, mas reconsiderei pois poderia muito bem estar a abusar da sorte..
2ª Historieta: sábado passado fui convidado, muito simpaticamente, para um almoço de Tugas emigrados nos states. Maravilha. Desde logo, aquela sensação de Tugaville, o gel no cavelo do rapazes género "Tin Tin meets Cristiano Ronaldo", o facto da senhora mais alta medir 1,45 cm...gente simpática,já falando uma mescla linguística com a ocasional introdução de um "you know" ou um "like humm" no meio de um "adoro mesmo é um bacalhau à brás,you know, like aquele que a minha avó fazia". No meio do pessoal, uma personagem chamou-nos a atenção. Emigrada há 3 anos, cerca de 30 e poucos anos, top rosa justo e calças baixas, sentou-se na nossa mesa. Nortenha, disse que estava um pouco farta de NY (continuo sem perceber...) e confessou-nos que o que mais queria era encontrar polvo em NY, de modos a poder fazer arroz de polvo. Portanto, aos leitores, quem souber de um polvo perdido em NY, é favor ligar. A dona procura-o com desespero.
3ª Historieta: US OPEN. Quem quer saber o que são os USA e os americanos, é passar um dia no US OPEN. Espectáculo, emoção, luz, música, acção e COMER; BEBER, COMER, BEBER e...vá...COMER. Nunca na minha vida tinha visto tal coisa. Não só comem - MUITO - antes de entrar no court, como, a cada pequeno intervalo - garanto que vi pessoas sair entre o primeiro serviço falhado e o segundo serviço (para quem não sabe, equivale a um cagagésimo de segundo) - uma manada sai das bancadas, dirigindo-se com fúria e satisfação para os bares situados debaixo das bancadas. Enquanto essa manada se enfarda e enfarta, o restante povo que ainda não acabou de comer o que tinha ido buscado antes, grita, canta e dança - e é mesmo toda a gente, dos 8 aos 80 - para receber um boné grátis (ainda que o jogo fosse de noite...Note to self: o americano, as long as it's free, faz. O que for. Tudo. Just do it.). A manada reabastecida regressa 4 jogos depois aos seus lugares e os papéis invertem-se. E depois há o ténis...uma infima parte da experiência que é partilhar uma bancada de um expectáculo com esta gente. Mas são felizes. Gordos, com bolhas de gordura no sangue, mas felizes.Só por causa das tosses, volto lá amanhã para a final Nadal vs Djokovic. hipótese de Nadal completar o Grand Slam, penso eu. hipótese de limpar mas 12 hot dogs, 15 burguers, 18 tacos e 27 pepsis pensa o americano que ficará sentado ao meu lado.
4ª Historieta: no meio disto, também comecei a trabalhar. Pessoal impecável, tem sido bastante engraçado estar na sala da Assembleia Geral da ONU a representar Portugal. Já fui a uma sessão sobre terrorismo e uma sobre não proliferação de armas nucleares com painéis de especialistas à séria. Ao que interessa: quando o orador fala temos tradução imediata de um interprete para uma das línguas oficiais da ONU. Pensei, fixolas, isto vai ser fácil. Coloco o auricular e ouço tudo em inglês. Problema: há estrangeirada que prefere o esforço de falar inglês, a falar a sua própria língua. Resultado: não existindo tradução do mau inglês para o bom inglês, sucedem-se os momentos de grande tensão. Desde logo porque o cidadão coreano, ainda que capaz de pronunciar um "r" a meio de uma palavra, é fisicamente incapaz de o fazer no principio de uma - ouvi esta frase "to laise the issue of lansom lesponsibility". Por isso, faço um apelo: falem as vossas línguas gente, de maneiras a facilitar a vida aos demais!
5ª Historieta: na noite nova-iorquina sou agora conhecido como "Pablo". Tudo começou com um bartender irlandês com quem nos damos bem e que passados uns largos minutos a falar connosco e de nos ter perguntado os nomes, acertou em quase todos mas acho por bem desvirtuar o "Paulo" para "Pablo". Desde então, a partir das 21h, toda a gente me chama "Pablo". Contingências....
Muitas Saudades e Beijos para todas e Abraços para todos!
Pablo
First Impressions - Part I
Pois é, cá estou na 240 Mercer Street, chez Jorge Martins, living as a New Yorker.
Estes primeiros dias têm sido de loucos, numa rotação constante e sem pausas ou tréguas - exactamente como queria que fossem!
Para não ser chato, vou estruturar o mail com base em pequenos momentos marcantes so far:
1.º Momento: Cheguei na segunda, depois de uma viagem simpática, sem grandes stresses ou turbulência (deu até para ver o Iron Man 2 - gosto do Robert Downey Jr, mas que filme tão pobrezito para quem há menos de um mês viu o Segredo dos teus Olhos...) e vim directo ter com o Jorge.
Apanhei um taxista que olhou para mim e - vá se lá saber porquê, pois eu não tinha ainda começado a dissertar - começou directo a falar comigo em francês (diz que era senegalês), altura na qual dei graças aos meus pais por me terem posto no liceu francês, sob pena de estar neste momento a escrever-vos não do apartamento do Jorge, mas antes da Carolina do Sul.
2.º Momento: O impacto da entrada na cidade debaixo dum bafo monstro (uns 36.º, sem vento). Incrível como te sentes literalmente a ser engolido pelos arranha céus. O taxi passava o "Empire State of Mind", versão acústica da Alicia Keys.
3.º Momento: Fui comprar um cartão para o telemóvel. Atendeu-me uma rapariga afável, que se mostrou espantada com o meu telefone: "I didn't know that Apple made such cell phones" ao que respondi "they don't, this one was made just for me." Ridiculo eu sei, mas não ia explicar que o que ela tinha na mão era um telemóvel oriundo de Chinatown, totalmente quitado e ilegal. Obrigado Malva. O meu n.º, by the way e para os que ainda não o possuem, é o 00 1 347 839 66 86.
4.º Momento: a organização da NYU. Os gajos têm cartões de aluno que fazem tudo. Passas numa máquina e sai uma folha personalizada com os livros que tens de comprar para cada semestre. Os cartões de aluno deles é tipo as nossas pulseiras power balance - equilibram, dão-te força e resistência.
5.º Momento: não sei porque carga de água (ou se calhar é da própria água) eu e o Jorge não conseguimos ir dar passeios de menos de 9 km. No primeiro dia, já nos doíam os gémeos. Espantados com a nossa performance e sem compreender a razão que nos puxava, o certo é que a conversa fluía e emagrecemos 3 kg cada um. Ontem, depois de um dia a andar de um lado para o outro a ver casas (vide ponto seguinte), decidimos, cito, "ir comer qualquer coisa". Acabámos esfomeados depois de um passeio que nos levou da NYU até Times Square. Para quem não sabe, é longe pa caraças. Hoje, naturalmente, estou que nem posso. O Jorge foi correr com um amigo belga (gajo bacano, público muito fácil - ainda não acabei a piadola e já o gajo se ri abundantemente. Gosto, dá confiança a uma pessoa) e imagino que já estará neste momento a caminho do hospital a oxigénio. Já lá vou ter com ele. Quando acabar o post, naturalmente.
6.º Momento: a busca de casa na craigslist (mega site de anúncios). A ideia inicial era ir viver sozinho. Problema: o bom é estupidamente caro e o barato é estupidamente mau. Solução: concentrar sinergias com a Raquel Sampaio e tentar encontrar alguma coisa melhor. Dito e Feito! Habemus Casa! Dois quartos, uma wc, sala e kitchnette, preço óptimo, Upper East side: a morada é 516, East 78th Str, Apart 4H 10075 NYC, para quem quiser aparecer e/ou ver no google Maps. O prédio é lindo, ao lado dum parque e dumas piscinas e colado ao East River. Temos todas as utilities incluídas no preço e temos a nossa própria máquina de lavar e secar roupa, o que é raro por aqui. A zona é Sex & the City puro. Sinto-me o Mr Big. As mudanças estão agendadas para amanhã. Não podiamos ter tido mais sorte...Pormenor: o senhorio - que ainda não conhecemos - mora por cima de nós e chama-se Yusuf, mas segundo o broker "everybody calls him Joe"...esquisito no mínimo...já dizia o Jerry Seinfeld que o melhor é ser vizinho de um serial killer pois os vizinhos nunca são mortos e vêm sempre dizer "é estranho, ele era tão simpático". Pode ser que se aplique a mesma teoria.
7.º Momento: o tempo é diferente em NYC. Estou cá há dois dias e meio e sinto que já tenho memórias para ocuparem um mês. Por este andar, quando sair daqui, vou sentir que tenho 40 anos. Um pouco mais velho que tu Alex.
MUITOS BEIJOS E ABRAÇOS com saudades desde o momento 0!
Estes primeiros dias têm sido de loucos, numa rotação constante e sem pausas ou tréguas - exactamente como queria que fossem!
Para não ser chato, vou estruturar o mail com base em pequenos momentos marcantes so far:
1.º Momento: Cheguei na segunda, depois de uma viagem simpática, sem grandes stresses ou turbulência (deu até para ver o Iron Man 2 - gosto do Robert Downey Jr, mas que filme tão pobrezito para quem há menos de um mês viu o Segredo dos teus Olhos...) e vim directo ter com o Jorge.
Apanhei um taxista que olhou para mim e - vá se lá saber porquê, pois eu não tinha ainda começado a dissertar - começou directo a falar comigo em francês (diz que era senegalês), altura na qual dei graças aos meus pais por me terem posto no liceu francês, sob pena de estar neste momento a escrever-vos não do apartamento do Jorge, mas antes da Carolina do Sul.
2.º Momento: O impacto da entrada na cidade debaixo dum bafo monstro (uns 36.º, sem vento). Incrível como te sentes literalmente a ser engolido pelos arranha céus. O taxi passava o "Empire State of Mind", versão acústica da Alicia Keys.
3.º Momento: Fui comprar um cartão para o telemóvel. Atendeu-me uma rapariga afável, que se mostrou espantada com o meu telefone: "I didn't know that Apple made such cell phones" ao que respondi "they don't, this one was made just for me." Ridiculo eu sei, mas não ia explicar que o que ela tinha na mão era um telemóvel oriundo de Chinatown, totalmente quitado e ilegal. Obrigado Malva. O meu n.º, by the way e para os que ainda não o possuem, é o 00 1 347 839 66 86.
4.º Momento: a organização da NYU. Os gajos têm cartões de aluno que fazem tudo. Passas numa máquina e sai uma folha personalizada com os livros que tens de comprar para cada semestre. Os cartões de aluno deles é tipo as nossas pulseiras power balance - equilibram, dão-te força e resistência.
5.º Momento: não sei porque carga de água (ou se calhar é da própria água) eu e o Jorge não conseguimos ir dar passeios de menos de 9 km. No primeiro dia, já nos doíam os gémeos. Espantados com a nossa performance e sem compreender a razão que nos puxava, o certo é que a conversa fluía e emagrecemos 3 kg cada um. Ontem, depois de um dia a andar de um lado para o outro a ver casas (vide ponto seguinte), decidimos, cito, "ir comer qualquer coisa". Acabámos esfomeados depois de um passeio que nos levou da NYU até Times Square. Para quem não sabe, é longe pa caraças. Hoje, naturalmente, estou que nem posso. O Jorge foi correr com um amigo belga (gajo bacano, público muito fácil - ainda não acabei a piadola e já o gajo se ri abundantemente. Gosto, dá confiança a uma pessoa) e imagino que já estará neste momento a caminho do hospital a oxigénio. Já lá vou ter com ele. Quando acabar o post, naturalmente.
6.º Momento: a busca de casa na craigslist (mega site de anúncios). A ideia inicial era ir viver sozinho. Problema: o bom é estupidamente caro e o barato é estupidamente mau. Solução: concentrar sinergias com a Raquel Sampaio e tentar encontrar alguma coisa melhor. Dito e Feito! Habemus Casa! Dois quartos, uma wc, sala e kitchnette, preço óptimo, Upper East side: a morada é 516, East 78th Str, Apart 4H 10075 NYC, para quem quiser aparecer e/ou ver no google Maps. O prédio é lindo, ao lado dum parque e dumas piscinas e colado ao East River. Temos todas as utilities incluídas no preço e temos a nossa própria máquina de lavar e secar roupa, o que é raro por aqui. A zona é Sex & the City puro. Sinto-me o Mr Big. As mudanças estão agendadas para amanhã. Não podiamos ter tido mais sorte...Pormenor: o senhorio - que ainda não conhecemos - mora por cima de nós e chama-se Yusuf, mas segundo o broker "everybody calls him Joe"...esquisito no mínimo...já dizia o Jerry Seinfeld que o melhor é ser vizinho de um serial killer pois os vizinhos nunca são mortos e vêm sempre dizer "é estranho, ele era tão simpático". Pode ser que se aplique a mesma teoria.
7.º Momento: o tempo é diferente em NYC. Estou cá há dois dias e meio e sinto que já tenho memórias para ocuparem um mês. Por este andar, quando sair daqui, vou sentir que tenho 40 anos. Um pouco mais velho que tu Alex.
MUITOS BEIJOS E ABRAÇOS com saudades desde o momento 0!
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